Você contribui com a violência contra a mulher , contra criança a
cada momento que você percebe os sinais e não se manifesta contra ela.
A cada vez que você percebe um desrespeito e você não manifesta para o
desrespeitador que este comportamento é inaceitável.
Qualquer que seja o motivo. Agredir verbalmente é crime. Agredir fisicamente é crime. Qualquer que seja o contexto.
A cada vez que você tenta abafar uma agressão contra mulher, seja ela sua amiga visinha ou até uma desconhecida (“deixa disso”, “já
passou”, “não foi nada”) em vez de se posicionar contra ela (“não
gostei”, “está errado”, “não aceito”). Isso comunica ao agressor que o comportamento não tem consequências e pode ser repetido. E a responsabilidade por comunicar ao agressor é de toda a sociedade.
A cada vez que você busca justificativas para a violência contra uma mulher que a
validem – “Ele estava bêbado”, “Ela pediu”, “Ela não reagiu”, “Ela
provocou”. Isso
dá a entender que a violência é aceitável sob determinadas condições e
pode ser absolvida, permitindo que ela se repita outras vezes.
A cada vez que você escuta uma ameaça velada e não se manifesta
contra ela. “Você vai ver”. “Se prepare”. “Você não sabe com quem está
falando”. “Você está me provocando, depois não reclame”. Ameaçar não é aceitável. Ameaçar é crime.
E as ameaças veladas são a arma do covarde para se esquivar da
responsabilidade. Falando em violência de gênero, a vantagem física que
um homem tende a ter sobre uma mulher é em si um fator intimidante.
Como você não contribui com a violência ? Se
posicionando, falando. Não é brigar de volta, não é xingar. É comunicar.
Avisar que está errado, que não gostou do comportamento. É denunciar,
se necessário for. Discussão não é briga. Justiça não é vingança.
Cultivar a paz não significa ser passivo.

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